sexta-feira, 22 de abril de 2011

-UnTiTlEd- capítulo 1-Alvorada- parte 1

                É realmente complicado viver em um mundo onde você nada sabe sobre muita coisa.Quando você vive em volta de omissores.Mesmo sabendo que você sabe que algo está rolando,não soltam  nem a pancada o que realmente importa.É exatamente assim que eu vivi até agora,sendo somente um observador e muito dificilmente um questionador de o porque de mamãe mudar de estado cada vez que o inverno estava prestes a chegar.É exatamente por isso que eu realmente odeio inverno e seu frio intenso e angustiante,principalmente porque sempre moramos em cidades muito frias, pequenas e normalmente sem graça nenhuma.

               Um dia antes de meu aniversário era exatamente um dia antes de começar o inverno.No dia vinte de dezembro,quando eu já havia me familiarizado com tudo da cidade, os lugares,amigos e etc.Geralmente era quando mamãe decidia que tínhamos que partir.Eu nunca podia comemorar  meu aniversário com meus amigos.Sempre comemorava sozinho pois era recém chegado na cidade e realmente não conhecia ninguém,por isso,sempre odiei as cinco mudanças que já tivemos até hoje depois da morte do papai em um acidente de carro.Segundo mamãe,o acidente foi provocado por um motorista bêbado que avançou o sinal.mamãe teve leves ferimentos mas papai,como estava ao lado do impacto,acabou não resistindo,isso aconteceu quando eu tinha doze anos.
              Quando eu estava prestes a fazer dezessete anos,no dia 20 de dezembro,um dia antes, como sempre eu estava no quarto,deitado na cama.Procurando por uma resposta que eu realmente não conseguia alcançar,éram dez horas da manhã e ouvi batidas na porta.
             -Calleb,desça um pouco,filho.Preciso falar com você!.-Chamou calmamente mamãe,como sempre fazia quando essa época chegava.
             -Já vou descer,mãe.Já estou indo!.-Respondi com uma voz desanimada que ela certamente percebeu mas como sempre ignoravam, como se nada estivesse acontecendo.
             Levantei-me da cama,pus meus all stars azul escuros e desci em direção a sala de estar.Quando cheguei,mamãe estava sentada no sofá branco,com uma chícara de café na mesinha de madeira  ao lado e uma revista local que ela assinava.
            -O que foi,mãe?-Perguntei.Jogando novamente aquela voz desapontada, com uma tola esperança de que funcionasse como nunca funcionou.Nem ao menos me sentei pois já sabia bem a resposta.
            -Filho...precisamos ir...sair dessa cidade...desse estado .-Disse ela com uma voz meio melancólica mas ao mesmo tempo firme.
            -Você poderia ao menos me dizer o porque dessa vez,mãe?-Bradei eu.Impaciente.
            -Acalme-se filho,sente-se.-Pediu ela com um pouco de angústia nos olhos,o que fez com que eu notasse que aquilo realmente não era a vontade dela.Me sentei jogando-me sobre o sofá preto que ficava logo á frente do branco,pois mamãe achou que daria um contraste na sala.
            -Pois bem...-Continuou ela.-Aconteceram alguns problemas no trabalho e...
            -Isso é o que você sempre me diz,mãe.Conte-me a verdade!-interrompi realmente ficando irritado.
            -Essa é a verdade,meu filho.Arrume as suas malas,o vôo é ás 15:00.Isso lhe dará tempo de despedir-se de seus amigos e fazer o que tem que fazer.-Depois disso ela saiu logo em seguida,sem me dar a chance de retrucar ou protestar como eu sempre fazia.
            Terminei de arrumar minhas malas ás 11:00 e almocei ás 11:30 para que pudesse ter tempo de me despedir dos poucos amigos que pude formar nesse curto período de tempo.Vesti minha camisa pólo azul escura e pus o casaco preto de couro de meu pai ,que ele me deu antes de morrer,atendendo a um pedido meu por venerar o casaco embora não cabesse em mim na época,agora servia perfeitamente.Vesti minha clássica calça jeans também escuro,peguei minha bicicleta na garagem e saí pedalando naquele frio fim de outono,passei por entre as árvores amarelo alaranjadas e as folhas pelo chão,ao mesmo tempo que o vento frio anunciava a chegada do outono,por isso as ruas estavam extremamente desertas mesmo estando em detroid,que logo deixaria de ser meu lar.Logo eu estaria deixando o Michigan mesmo.
           Comecei a dar pedaladas mais rápidas pois o frio começara a ficar intenso.A primeira casa era a de Bob,que ficava a umas três quadras da minha.Era uma casa relativamente simples,pois a mãe de Bob era uma mulher bastante pobre,por isso a casa era completamente feita de madeira com exceção das janelas que óbviamente éram de vidro.Chegando perto da casa,pude ver Bob sentado no telhado da casa,com um olhar um tanto distante.
           -Ei!Bob,pode descer aqui um instante?-chamei-o aos berros.Ele deu uma olhada para baixo e fez um sinal para que eu esperasse.Depois disso,ele entrou na janela superior da casa,pela qual tinha saído para ficar no telhado,segundo ele,um hobby nas horas vagas.Um minuto depois,vejo Bob sair pela porta da frente,com uma cara de quem estava se sentindo incomodado.
          -E aí,cara.O que você manda?-Questionou Bob,tentando disfarçar seu total incômodo pela minha presença incômoda.  
          -Bom,Bob,lembra quando eu disse no começo do ano que minha mãe no inverno muda de estado?
          -Lembro sim,cara.Você havia dito que ela do nada te falava que iria se mudar e pronto,não foi? Eu até achei que era brincadeira.-Respondeu ele,com outra pergunta ,tentando refrescar sua memória fraca.
          -Sim,isso mesmo!    
          -Putz,deve ser uma barra aguentar ter que trocar de estado,colégio,amigos e etc.
          -Você nem imagina.
          -Mas isso logo logo passa.Daqui a pouco você vai estar indo para a faculdade e não vai mais precisar morar com sua mãe,daí você estará livre.
          -É,pensando por esse lado...
          -É,mas pensando por outro...-Interrompeu-me ele dando uns risinhos sarcásticos no final da frase.
          -Como assim "pensando por outro"?que diabos você quer dizer com isso?-respondi meio alterado.
          -você sabe!-Disse ele sorrindo.
          -Não faço idéia do que você pode estar falando...fale mais claramente,sem enrolação.
          -Tudo bem.E quanto a Jenny?
          -Q...q...que Jenny??o que ela tem a ver com isso?
          -Você parece um pimentão agora,sabia?-Concluiu ele aos berros de tanto gargalhar.
          -Hum...certo,eu acho que você venceu dessa vez...-disse eu de cabeça baixa,entregando completamente o jogo.Desde que eu entrei no couldhouse high school,eu me encantei por Jenny Gail,uma colega de classe que um dia me ajudou com um trabalho de aritmética.Ela foi em minha casa e nós conversamos um pouco sobre o trabalho e sobre mim e ela de uma forma descontraída e despretenciosa.Desde esse dia eu venho guardado esse segredo a sete chaves,agora descoberto por Bob,e se ele percebeu,certamente mais pessoas devem ter a mesma opinião,o que me fez pensar por um momento se ela mesma já não havia notado.O que me desesperava completamente.
           -Você acha que ela notou o que você notou?-Perguntei sem pensar.
           -Bom,pelo pouco que conheço da Jenny,acho que ela diria ou expressaria algo se desconfiasse de alguma coisa,porém...
           -"Porém" o quê?me diz logo,Bob!-Já estava ficando impaciente com a maneira com que Bob falava tudo e nada ao mesmo tempo,deixava as frases incompletas.Logo as mais importantes.
           -Porém outra pessoa pode ter percebido assim como eu percebi.Sei lá,vai que foi uma amiga dela,pode muito bem passar pra ela,né?mas por agora acho que isso ainda não aconteceu.
           -Ufa!quase tive um infarto agora!-disse eu,ofegante como se tivesse corrido dez maratonas.
           -Mas nem sei por que você ainda se importa,uma vez que vai se mudar mesmo não faz diferença alguma.
           -É verdade,acho que é força do hábito por eu ter guardado esse segredo durante o ano inteiro.Fiquei aficcionado nisso,eu acho.
           -É,relaxa aí,cara,não tem o que temer.Quando você parte?
           -Ás 15:00 esta tarde.Isso me fez lembrar que já estou atrasado para me despedir dos outros.Tô indo nessa,Bob!-Disse eu,esticando o braço para o aperto de mão de despedida.
          -Bom,acho que é isso,Calleb,quando for "grande" venha me visitar-Brincou Bob esticando o braço de encontro com o meu.
          Logo após dizer adeus a Bob,peguei minha bicicleta e voltei a estrada, a casa mais próxima seria a casa de Ryan,ficava a quatro quarteirões de Bob.A tarde caía e parece que já estava anoitecendo de tanto frio que estava fazendo.Pus o capus de couro que esquentava bem e continuei a pedalar.Tive a sensação de estar sendo seguido,mas olhei para trás e nada via,achei melhor começar a pedalar mais rápido ainda embora fosse perigoso com um chão tão úmido.Já podia ver a casa de Ryan de onde eu estava,era grande,com quintal espaçoso.Os pais de Ryan tinham uma boa condição apesar de ele não ligar muito para isso,a última vez que falei com ele,estava montando sua banda de rock heavy metal,era o estilo dele.
         Mesmo estando perto da casa de Ryan,ainda pedalava sentindo aquela presença que parecia me fuzilar pelas costas e o frio não parava de ficar mais intenso.De repente minha bicicleta saiu do chão em um movimento como se eu tivesse passado por uma pedra grande,o tombo me jogou no chão com força e ainda me arrastou alguns centímetros,fazendo eu ralar a perna e ficar com uma dor desgraçada.Quando tentava me levantar,olhei para a frentee vi um homem com um casaco negro e calça jeans preta,pelo que vi,ele era alto,beirava 1,85 m ,tinha olhos grandes e pareciam vorazes,uma pele branca como o céu cheio de nuvens,tinha cabelos curtos negros e lisos jogados para trás,e me olhava de uma forma realmente assustadora.No momento em que pisquei,vi que ele não estava mais ali.Olheia para os lados e também não o vi,olhei para trás e a única coisa que pude sentir foi uma dor aguda e um impacto que  fez novamente eu me espatifar no chão,dessa vez com muito mais violência do que quando caí com a bicicleta,acho que ele havia me dado um tapa,mas da forma como doeu e da forma como caí para trás constatei que a força realmente não era comum.
        Levantei-me assustado e dolorido no rosto e na perna e a única coisa que pude pensar naquele momentoi foi correr,não importava se ele me alcançaria,eu só não queria estar mais ali.Corri  em direção a casa de Ryan que estava mais perto mas quando dei o quinto passo,aquela figura estranha apareceu na minha frente de uma forma realmente impressionante.
        -Quem é você?-Questionei eu,desesperadamente em uma tentativa de me me salvar.
        -me responda uma pergunta...-respondeu ele com um sorriso assustadoramente sarcástico.
        -Você costuma pedir pizza,certo?-Continuou ele.-Você costuma dizer seu nome a ela antes de comê-la?-Perguntou ele,com um sarcasmo assassino.Arregalei meus olhos diante daquela pessoa que definitivamente queria me matar e o desespero aumentou em cem por cento devido ao fato de eu não poder me desender e nem se quer fugir.
        Em um movimento rapidamente executado para as minhas costas,ele segurou os meus dois braços e os apertou com uma força sobre humana olhei para trás,sabendo que aquele seria meu fim e vi que seus dentes caninos estavam extremamente vorpas e pareciam afiadíssimos como os dentes de um lobo ou coisa parecida.Parecia com os vampiros que vi em filmes e li em livros.Seus dentes lentamente chegavam até meu pescoço.
        -Vai ser um grande prazer  alimentar-me de sangue "real".-Disse ele como úlitimas palavras que eu ouviria.       
        -Real?Do que você está falando,cara?Por que não vai caçar alguém melhor,hein?Eu sou tão magro...-Tentava me afastar dele enquanto terminava a frase.
        -Eu não me alimento de sua carne e sim do seu sangue...-Respondeu ele dando risadas.Ele se divertia com o meu desespero.
        Fiquei sem forças e minha cabeça estava tão confusa ao mesmo tempo que extremamente desesperada.Ele encostou os dentes em meu pescoço mas não chegou a perfurá-lo.Eu suava frio e meus olhos estavam arregalados quando o chão começou a se quebrar rachando-se,as árvores balançavam de tal forma que parecia o prelúdio de um tornado.Senti seus dentes desencostando de minha pele e tive tempo de ouví-lo dizer-Que sorte você tem,pequeno príncipe vermelho,a cavalaria chegou bem na hora.Curta seus últimos momentos de vida...-Depois disso,desmaiei.
         Acordei na casa de Ryan com ele e sua irmã Celline me observando.
         -Ah!que bom que você acordou,Calleb!-Gritou Celline ao me ver abrir os olhos.
         -Até que enfim,bela adormecida-Brincou Ryan.Enquanto eles falavam,eu pensava se deveria contar-lhes o que eu lembrava,mas pensei que mesmo se eu contasse ninguém acreditaria.
         Como foi que vocês me encontraram?-Perguntei tentando mudar o rumo de uma conversa que eu não queria que começasse.
         -Você estava caído de cara no chão frio e a bicicleta,jogada no chão.Achei que você estivesse sofrido um tombo feio e vi que estava um pouco ferido,então o trouxe para cá e cuidamos de você.-Explicou Ryan-O que aconteceu?-Questionou Ryan começando a conversa que tentei evitar antes.Na hora até pensei em contar tudo mas algo me dizia para mentir.
         -Exatamente o que você supôs.Caí de bike no chão escorregadio de uma forma extremamente idiota e tosca.Nossa! quando penso no tombo tenho raiva de mim mesmo...-Menti tentando parecer o mais convincente possível e felizmente as evidências estavam do meu lado,ao menos evitavam que pensassem algo diferente.
         -Nossa!parece que foi realmente um tombo feio.Pra você ter desacordado,o tombo deve ter sido bem feio.O mano disse que vocè quase não se feriu...-Celline tentava que eu explicasse melhor o que havia ocorrido.
         -Bem,eu devo ter batido a cabeça,isso explica o meu desmaio e a causa de não haver tantos ferimentos e...CARAMBA!-Levantei-me depressa.-QUE HORAS SÃO?!
         -Bom,agora são 14:30.-Respondeu Ryan.
         -Que droga! esqueci completamente da viagem.Tenho de ir para casa imediatamente.-Saí com uma velocidade incrível para alguém que estava com a perna ralada e meio zonzo e abri a porta.
         -Espera,cara! espera mais um pouco,você acabou de acordar!-Gritou Celline,preocupada.
         -Não se preocupe,estou bem.Tenho que pegar um vôo mas um dia voltarei para visitar vocês.De lá eu mando um e-mail explicando tudo.Vou nessa!-Bati a porta e senti o choque térmico da temperatura do aquecedor para o rigoroso inverno que estava chegando fora da casa de Ryan,mesmo assim,corri como louco,peguei a bicicleta e pedalei rápido mas com um pouco mais de cautela.Ainda estava perplexo e assustado com tudo que havia acontecido,minha mente relutava em crer naquele que se dizia "vampiro" e tinha realmente a aparência de alguns que vi em filmes.
          Depois de alguns minutos,já podia ver a minha casa e como imaginei,mamãe estava com as malas na porta me esperando e pela cara dela...
          -O que aconteceu,Calleb?eu estava te esperando por quarenta minutos aqui.O que houve,você está todo sujo e com a calça rasgada...-Começou ela,preocupada.
          -Bom,desculpe,mãe,eu tive alguns contratemposno caminho da casa dos meus amigos e acabei também levando um tombo.-É claro que eu não diria a verdade para mamãe,sei que ela explodiria se eu contasse algo assim.
          -Como é?-Perguntou ela arregalando os olhos e começando a checar minha perna.-Você se machucou?-Continuou ela.
          -Não foi nada,mãe,foram só arranhões,nada de mais.Não se preocupe.Agora vamos,já estamos extremamente atrasados.
          -Certo,mas veremos isso com mais calma no avião.
          -Tudo bem,mas agora só temos que ir.-Disse eu extremamente apressado.

          Mamãe e eu entramos no carro,nosso velho Corsa classic 2005 verde-selva  ,carro comprado por papai no ano de sua morte.Já estava um pouco ultrapassado para 2010,mas eu nunca deixei de adorar esse carro.
          Pegamos a estrada principal e fomos direto ao aeroporto Charlie Dean o mais rápido possível,embora mamãe estivesse atenta pela pista úmida e cheia de possas d'agua pelo trajeto.Em menos de meia hora chegamos ao aeroporto.Não estava tão cheio então compramos a passagem desesperados pelo adiantado da hora, mas tivemos sorte pois o vôo atrasara por causa de previsão de tempestade.Logo depois de termos comprado nossa passagem,veio o aviso por meio dos funcionários que o vôo atrasariaem duas horas aproximadamente,então esperamos sentados nas cadeiras do aeroporto junto com mais vinte passageiros.
         -Mãe!-Chamei-a de repente.  
         -O que foi,Calleb?
         -Com toda essa confusão,esqueci até de perguntar onde iríamos.-Percebi naquela hora que nem mesmo havia me dado conta de que não sabia para onde iríamos.-Pra onde nós vamos?-Mamãe parou por um instante.
         -Bear creek,fica no Alaska.-Revelou mamãe querendo não ter que revelar agora,pois sabia como eu ficaria.
         -Como é?No Alaska?Quando pretendia me dizer que vou passar até o ano que vem no pior estado norte americano?-Fiquei realmente irritado com a notícia repentina.Já imaginava que iríamos para um estado frio mas a última opção seria realmente o Alaska.Mamãe parecia estar pirando.

         -Se acalme,Calleb.Nós só vamos ficar lá uma temporada até eu achar um lugar melhor...
         -Qualquer lugar é melhor que o canadá,mãe!-Interrompi.Depois disso,mamãe ficou calada até o fim da viagem com cara de quem não sabia o que dizer.
         Chegamos ao aeroporto do alaska e logo tomamos um táxi para a casa nova.O caminho do aeroporto até em casa foi silencioso,nem eu nem mamãe falamos nada durante a viagem.De cara pude sentir a diferença de temperatura no alaska,pela temperatura que eu estava sentindo,devia estar -10° e eu acho que ainda estava amenizando.O frio era realmente de congelar,a impressão que dava era que eu não aguentaria nem mesmo um dia naquele "gelo".Abri minha mala e coloquei um casaco por cima do que eu vestia quando saí do táxi,eu não estava suportando nem um pouco aquele frio todo.
          Antes de entrarmos em casa,uma mulher alta e ruiva veio nos cumprimentar,ela aparentava 35 anos e era parecida com uma daquelas modelos mais velhas mas que ainda muito bonitas.
          -Oi,então vocês são nossos novos vizinhos!-Começou ela,sorrindo.
          -Sim,viemos passar uma temporada por aqui sim-Respondeu mamãe tentando parecer simpática e não transparecer sua aflição.
          -Ah!entendi,então são vocês mesmos.Eu sou Shelly Mcgravy,prazer em conhecer vocês.
          -Meu nome é Allison Obsidian e esse é meu filho Calleb,o prazer é todo nosso.Você mora aqui há muito tempo?
          -Sim,desde que nasci.Meu marido morreu há um ano e eu resolvi mudar para essa casa um pouco menor.-Nesse momento,Shelly pareceu um pouco abalada mas ainda tentando manter-se simpática.
          -Oh, sinto muito pelo seu marido.Eu entendo bem o que é isso,o meu também morreu há alguns anos,eu realmente sei como você se sente.
          -Hum...entendo.Também sinto muito por seu marido.é realmente difícil perder alguém...qualquer coisa que precisar,eu moro naquela casa  logo ao lado da sua.Qualquer coisa é só chamar.
          -Muito obrigado,realmente agradecemos muito,eu espero sua visita qualquer dia.-Convidou mamãe.
          -Sim,claro,aparecerei com certeza.Levarei minha filha Belle,ela vai ficar muito feliz em conhecer seu filho já que ela não tem amigos por aqui ,somente na escola.Você gostaria de conhecê-la,Calleb?
          -Claro,acho que vai ser bom conhecer pelo menos alguém aqui.
          -Então amanhã eu vou e vou trazê-la comigo,claro se você não se importar,Allison.
          -Imagina!claro que não,venham quando quiserem.Belle é sua única filha?
          -Bem...sim,somente a Belle.-Era realmente óbviu que a senhora Shelly não sabia esconder algo.Certamente qualquer um ficaria desconfiado do que ela disse,só pela hesitação.Fiquei realmente curioso sobre o que ela tinha dito mas resolvi não demonstrar interesse.
          -Sim,leva-a amanhã lá,por favor.-Tentei disfarçar com um sorriso.
          -Claro,amanhã eu a levarei sem falta.Ela estava mesmo reclamando que aqui não tem nenhum amigo,acho que ela vai adorar conhecer um novo amigo.Foi realmente um prazer conhecê-los.Agora eu tenho que ir.-Disse ela voltando para casa.
          -O prazer foi todo nosso!-Repetiu mamãe.
          Depois de falarmos com a senhora Shelly,entramos em casa.A casa era um pouco maior do que a nossa antiga,tinha 3 quartos,sendo 1 de hóspedes,uma cozinha extensa,1 banheiro em cada quarto,sala de estar,sala de jantar,uma varando com uma vista realmente interessante e uma garagem com espaço para dois carros.Acho que mamãe realmente desembolsou um bom dinheiro para comprar a casa.
         Cheguei em casa e fui direto para meu quarto novo,o único ponto que eu achava positivo de se mudar várias vezes, era ter um quarto novo a cada mudança.A primeira vista o quarto me pareceu bem aconchegante,havia até mesmo uma lareira pequena bem legal.Comecei a pregar logo meus pôsters de filmes  antes mesmo de arrumar as roupas no armário e como as paredes éram em um tom de cinza claro,os pôsters ficavam muito bem destacados.Esse certamente foi o melhoir quarto que já tive.Quando terminei de arrumar tudo já deviam ser umas 22 horas e eu estava um pouco cansado.Mamãe me chamou para jantar na hora certa,pois eu estava morrendo de fome e também queria fazer uma pergunta sutil a ela.
        Desci até a sala de jantar e a mesa estava posta com a comida que eu mais gostava,macarrão ao alho e almôndega de carne.Certamente uma tentativa de mamãe de tentar me agradar,mas era a primeira vez que ela fazia isso logo depois de uma mudança.
       -E aí,meu filho.O que achou?Fui aprovada?.-Começou ela.
       -É,eu estava mesmo com muita fome,mãe.Muito obrigado.-Respondi,pondo o macarrão no prato dela e depois no meu.
       -Mãe...gostaria de perguntar uma coisa para a senhora...não é nada,é só uma pergunta bem bobinha.-Resolvi ser direto.
       -Sim.Oque foi, filho?
       -Você acredita que possam existir alguma criatura anormal como um vampiro?-Depois dessa pergunta,mamãe ficou branca como uma folha de papel e até mesmo largou o garfo e faca.

     

O começo de tudo