terça-feira, 2 de agosto de 2011

UnTiTlEd capítulo 1-Alvorada-parte 2

         Senti que mamãe tinha ficado realmente assustada com aquela pergunta ingênua e estranha ao mesmo tempo.
         -Não Calleb.Eu não creio que possam haver tais criaturas.Somente na ficção.Você já pesquisou alguma escola para qual queira ir?-Mamãe tentou cortar o assunto na hora e eu imaginava o porque daquilo.Aquele estava sendo um dia e tando para mim incontestávelmente.
         -Ainda não,amanhã eu pesquiso na internet.Tenho bastante tempo ainda,afinal as férias de verão ainda nem mesmo começaram...é,realmente só devem existir na ficção mesmo.-Resolvi não questionar mamãe naquele momento já que estávamos cansados e estressados,Também não tinha argumentos,então...
         Terminamos de jantar e fui tomar um banho e escovar os dentes.Depois disso,fui para o meu quarto e desabei na cama.Assim que fechei os olhos caí em um sono profundo e pesado pelas coisas que haviam me ocorrido naquele dia completamente bizarro.Meu rosto e minha perna ainda doiam um pouco.
         Levantei logo cedo pela manhã.Apesar de eu ter desabado no dia anterior,as coisas que me ocorreram no mesmo me fizeram pular da cama mais cedo.só a possibilidade de existirem seres fora da compreensão humana...nossa...me fazia realmente excitado por respostas,mas de uma coisa eu estava certo,seria melhor ficar longe de vampiros porém aquilo que ele dissera "sangue real" me intrigava e muito.Eu estava completamente maluco e sedento por respostas.
        Desci as escadas e vi que mamãe já havia saído provavelmente para falar com algum contato sobre questões de emprego.Ela havia deixado um bilhete colado na porta da geladeira,dizendo: "Volto em 5 horas.O almoço está no microondas,é só esquentar.Mãe."
        Mamãe havia deixado toda a casa arrumada e almoço pronto,então eu tinha muito mais tempo para o que eu quisesse fazer.Era perfeito,sem contar que naquele dia ainda tinha a visita da sra.Shelly e de sua misteriosa filha Belle.Aquele dia assim como o outro, prometia.A manhã de Bear creek era perfeitamente normal,exceto pelo fato de que o frio é absurdo,realmente eu teria que sair com uns 20 casacos,acho que o frio me influenciou a não sair naquela manhã.Decidi pesquisar a minha nova escola.Segundo a internet só haviam 2 escolas em Bear creek realmente pelo fato de a cidade ser minúscula,uma das escolas se chamava Montanna high school que era a que ficava mais próxima de minha casa e a outra, Mcgarden high school,que ficava uns 300 metros mais longe,porém continha uma história bem mais interessante.O texto na internet dizia que o co-fundador da escola,Ian Mcgarden,que a fundou em 1850 juntamente com Obadiah Johnson, matriculou na época seus dois filhos que foram os primeiros alunos matriculados juntamente com os de Johnson.Ian matriculou dois filhos , Patrick e Amanda Mcgarden, Johnson matriculou 3 filhos,Albert,Obadiah jr. e Jully Johnson.Segundo testemunhas milhares de alunos se matricularam no mesmo ano,mas nenhum deles era como Patrick Mcgarden.Os professores de Patrick o rotulavam como "uma criança fora de seu tempo",o tinham como um verdadeiro gênio,um menino fora de série que apesar de um gênio não se comportava como um nerd,também era o garoto mais popular de toda a Mcgarden high school.
         Os fundadores construíram a escola e Ian contruiu também dentro da escola um labirinto secreto pois adorava tipos de lugares exóticos mas nenhum aluno tinha acesso porque nunca o encontraram.Somente um aluno conseguiu adentrar o labirinto,Patrick. Ele conseguiu desvendar o quebra-cabeça que seu pai havia posto em torno do labririnto e conseguiu entrar,o que era inesperado por seu pai.Patick estava para se formar quando conseguiu entrar e namorava com Jully Johnson,menina por quem dizia que era completamente apaixonado e que morreria ou mataria por ela.Jully estava com Patrick quando ele desceu o alçapão que dava para o labririnto,ele pediu que ela o esperasse na entrada.       

domingo, 19 de junho de 2011

Sunheart high school-Capítulo 1- Entrada em Sunheart high school.

         Na segunda-feira daquela semana que pra mim não faria diferença em nada,principalmente porque haviam terminado as férias e começado as aulas,eu começaria a cursar o segundo ano em uma escola particular chamada Sunheart high school.Uma escola conhecida por ser um pouco diferente e obscura, pelo fato de ser no estilo de um internato e literalmente em uma área muito afastada da cidade onde eu morava,diferente de quase todas as escolas britânicas de mesmo estilo.Principalmente em Londres.
         Meus pais queriam me mandar para lá pois haviam arranjado uma vaga para mim no colégio com o diretor que é amigo de papai,desde que eu trabalhasse como bibliotecária já que moraria mesmo na escola enquanto estivesse estudando .Eu tentei entrar por meio de uma prova, contra a minha própria vontade,mas não consegui passar.Não sei se por falta de capacidade ou por falta de vontade,na verdade,eu estava morrendo por dentro por ter de deixar meus amigos que eu convivi durante toda a minha vida escolar, só por meus pais acharem que o ensino particular supera o público e também por quererem que eu curse a maior parte do ensino médio em uma escola particular de elite como a Sunheart.
        -Vamos,senhorita Cassandra Magrath!Se continuar lenta desse jeito, vai perder o ônibus.Já arrumou suas coisas,certo?-Questionou mamãe da porta do banheiro,impaciente pelo fato de eu estar me arrumando de má vontade, para esperar o ônibus que viria buscar os alunos da parte norte da cidade, para levar para Sunheart.
        -Sim,"senhora" Christine Magraph,já arrumei minhas malas e já estou saindo.-Respondi irônicamente terminando de pentear meus cabelos castanhos e enrolados que por sinal estava uma bagunça,desvalorizando completamente a cor que aderi nas férias,trocando o loiro "britânico" original pelo castanho escuro.Na verdade,eu sofria um pouco na escola antiga por minhas amigas serem bem mais soltas e atraentes do que uma pessoa de pele tão branca e estatura baixa,1,60 com 16 anos,15 na época mas de lá pra cá não vi crescimento algum.Acabei sendo um pouco influenciada por minha própria mente idiota a aderir a mesma cor do cabelo de Gabrielle M., a menina tida como a mais linda e mais popular da escola inteira,porém isso só importava até que eu fiquei sabendo que mudaria de colégio,daí em diante não serviu para mais nada.         
       Saí do banheiro e mamãe já estava com minhas duas malas na porta e os olhos cheios de lágrimas.Olhei para ela sem dizer uma palavra,como sempre fazíamos antes dos acampamentos e,assim mesmo,sem dizer uma palavra nos soltamos  e eu fui até a porta também com os olhos lacrimejando de uma forma meio emotiva demais e eu não estava gostando nada daquilo.Passei minhas mãos sobre meus olhos,eliminando qualquer chance das pessoas na rua me verem nesse estado lamentável,mas ouvi quando estava quase fechando a porta,um susurro de mamãe dizendo "se cuida".Essa foi a primeira vez que a vi dizendo alguma coisa nesses momentos de despedida,acho que é porque ficaria lá por bastante tempo só retornando a cada 3 meses para passar 1 semana com os pais,o que eu achava bem diferente do programa de qualquer escola que eu já tivesse visto na minha vida inteira.Saí de casa e papai logo veio pegar minhas malas para irmos para o ponto central onde o ônibus nos pegaria.A viagem de carro demorou meia hora até o ponto e nem uma palavra foi dita nem por mim,nem por papai,que pelo visto estava bem nervoso em me deixar ir.
      Chegamos ao ponto e estavam mais umas 30 pessoas esperando o ônibus.Pelo menos as pessoas pareciam normais,a normalidade era muito rara pelo que eu pude ver das regras desse colégio.Eu já havia ouvido falar e na minha escola antiga diziam que a escola é um castelo muito velho e tradicional.Lá o único meio de transporte que passa é o ônibus que estou prestes a entrar e só para levar ou trazer alunos para a escola.O único ponto positivo disso tudo seria a biblioteca que eu trabalharia,eu ficava imaginando a riqueza de livros raros que deveriam haver naquele lugar,eu mal podia esperar para ler todos eles,tal como se espera de uma tarada por livros de todos os tipos.Enquanto todas as meninas do meu antigo colégio só vizualizavam a beleza eu imergia completamente em livros e mais livros,o que me tornava mais e mais alienada aos olhos de todos e consequentemente quase não tendo amigos,mas eu não ligava muito pra isso.Estando com meus livros tudo estava perfeito.
      Algumas pessoas me olharam com indiferença,mas outras me olhavam de uma forma um pouco...esnobe.Não dei a mínima para eles e sentei no banco do ponto.O ônibus chegou alguns minutos depois e era bem grande com tons de azul marinho nas laterais e verde oliva na frente e atrás.Eu nunca havia visto um ônibus tão estranho quanto aquele as cores éram muito esquisitas para um ônibus,mas eu realmente não podia fazer nada.Entrei no ônibus e fui uma das últimas a entrar,só havia lugar nos últimos acentos.Ao passar para chegar aos últimos acentos eu ouvi alguns sussurros como "nerd","estranha","esquisita" e outros sussurros dos meus novos colegas.Ao sentar na minha cadeira uma menina logo ocupou o lugar vizinho ao meu,ela provavelmente estava atrás de mim.Ela tinha cabelos lisos e ondulados nas pontas,usava um óculos de muitos graus pelo que pude perceber,tinha aparentemente 1,55 m,tinha a cor da pele tão branca como a minha,era bastante esguia e também era dona de grandes olhos castanho-escarlates.
     Oi.-Começou ela antes que eu pudesse terminar de vizualizá-la.
     Oi.-Nesse momento eu pensei comigo mesma:"eu tenho de parar com as análises alheias,as pessoas já estão começando a perceber,eu acho".
      Ahm...bem...eu só queria dizer para não se preocupar...quer dizer,com os sussuros.Eles provavelmente falavam de mim.-Explicou-me ela.
      Ora,é claro que não,eu realmente acho que eles sussurravam para mim.-Eu ainda pensava em como aquela menina podia ser mais baixa do que eu.Eu estava gargalhando por dentro mas me esforçava bastante para não soltar a gargalhada.
     -Qual é o seu nome?-Perguntei ainda a analizando."Droga, Acho que isso é um vício não tem jeito..." Pensei.
     -Ah, me desculpe.Tenho mania de falar com quem não conheço sem nem perguntar o nome antes,já virou hábito -Desculpou-se dando no fim um sorriso tímido -O  meu nome é Maya Scarlett .E o seu?-Maya é um nome realmente bonito,nessa hora eu estava completamente invejosa,perguntando para mim mesma o que deu em mamãe e papai para me colocarem o nome de "CASSANDRA",que nome mais antiquado.Pensava até mesmo em mudá-lo.
    -O meu é Cassandra Magraph.Muito prazer em conhecê-la...
    -E então,qual é o seu motivo para vir para sunheart?-Eu realmente achei graça quando ela me perguntou isso...parecia que ir para sunheart fosse algo para se fazer só depois de algum motivo,uma tragédia talvez...
    -Hum...bem,o diretor é amigo do meu pai e me arranjou uma bolsa integral com a condição de que eu trabalhe como bibliotecária.E você,algum motivo especial?-Dessa vez quase não consegui evitar o riso.Não sei porque mas isso era extremamente cômico.
    -Sim,eu consegui uma bolsa integral tirando cem na prova de admissão!-Aquelas palavras me derrubaram completamente.A menina tinha olhos escarlate, o nome "Maya"  e ainda era um supergênio.Minha nossa!Quase morri de inveja aquela vez,mas não queria demonstrar isso.
    -Nossa,você tirou cem? Putz,me sinto no chão agora...
    -O que é isso...A prova foi extremamente fácil.Se você tivesse feito, também teria se saído bem-Eu já tinha feito aquela prova,mas quando fiz,fiz de completa má vontade,ainda assim a prova estava extremamente difícil,afinal,a sunheart high school era uma das melhores escolas do país.Acabei tirando vinte e cinco me esforçando muito,mas ela nem podia sonhar, se não me sentiria ainda mais no chão.
    -É, talvez,se eu tivesse feito,né...-Menti descaradamente,não poderia dizer outra coisa.
    -Com certeza você teria se saído bem.E então,Cass,posso chamá-la assim?-Ela conseguiu até mesmo deixar o meu nome melhor.Sinceramente, nunca havia visto uma menina daquelas...ela era quase...irreal.
    -Hum...só com uma condição.
    -Qual?
    -Se eu puder chamá-la de Aya.Vi esse nome em um mangá uma vez e achei o nome muito bonito.Então,o que acha?
    -Sem problemas-Respondeu ela com um sorriso tímido novamente.
      A viagem era realmente longa,conversamos por uma hora e meia até chegarmos em sunheart.Quando chegamos eu não pude crer no que estava diante de meus olhos.Sunheart era um colégio incrível só pela aparência,no meio da floresta "Tear princess" havia um castelo gigantesco com cascatas espalhadas pelo jardim,todos os tijolos usados éram de um cinza cristalino,além de ter até mesmo uma ponte que atravessava o lago para chegar ao castelo,tal qual os castelo da antiguidade.Eu não podia acreditar no que eu estava vendo,o castelo era surreal,uma coisa de pura fantasia da mente de um autor criativo.
      Aya não se sentiu impressionada,permaneceu indiferente quando avistamos o castelo.Quando saímos do ônibus,um homem alto,demasiado magro e com os cabelos enrolados presos por um elástico,nos recebeu.
      -Bem-vindas a Sunheart High School.Creio que somente os melhores do país estão aqui,pois este é o ônibus dos bolsistas integrais.Aqui poderão expressar suas inteligências acima da maioria,poderão dispor da melhor educação britânica,poderão...-Quando ele disse "bolsistas integrais",de uma certa forma,se referia a mim,mas eu nem fiz por merecer e isso me deixou um pouco frustrada,pela primeira vez me deu vontade de ter passado naquele exame,mais ainda,me deu vontade de provar para todos do que eu era capaz.Queria substituir a minha nota por um cem e ter merecido a bolsa,mas como aquilo não seria possível,decidi ser a melhor da turma para poder provar o que eu queria.
     -Então é isso, gente, é somente isso o que eu queria dizer.A propósito, meu nome é Barnes, Barnes Wilson.Agora,façam fila!O seu monitor irá vir e levá-los até seus aposentos -Terminou nosso anfitrião.
     Logo após o discurso de boas-vindas, apareceu nosso monitor.Uma figura baixa,seu corpo era bem magro, aliás, parece que a magresa excessiva era muito comum naquele lugar,já que Barnes, o anfitrião,  compartilhava de mesma falta de peso.O monitor era loiro e tinha olhos esverdeados,um verde bem opaco,vestia um suéter marrom escuro com balõezinhos cinza-claros com as iniciais de "Sun Heart", uma calça social e sapatos bege que pareciam ser do século passado.
    -Olá para todos.O meu nome é Ethan e eu sou o monitor da turma dos bolsistas.Por favor,se tiverem dúvidas sobre horário ou qualquer outra coisa,perguntem a mim.Agora por favor façam uma fila e sigam-me!-Exclamou nosso monitor meio brega.
    Assim que adentramos o castelo, eu fiquei mais impressionada do que quando vimos por fora.A arquitetura era singular,algo que nunca havia visto antes.Demos logo de cara com os corredores que tinham armários negros para uso dos alunos,os pisos éram como um campo de xadrez,mas ao invés do clássico preto e branco,o branco dava lugar ao amarelo vivo,dando um charme incrível ao lugar.Nos espaços entre os armários,haviam quadros de avisos e no teto haviam calombos,como uma caverna só que linearmente harmonizados como as saliências do casco de uma tartaruga, era completamente revestido de um amarelo-ouro brilhante que realmente parecia ouro.
    Ethan nos parou.
    -Aqui é onde vocês poderão guardar seu material, além de vizualizarem os avisos.Os armários estão marcados com o número de matrícula de cada um.Este corredor é de uso exclusivo dos bolsistas.Alguma pergunta?-Questionou Ethan.
    Um garoto gordinho e ruivo que estava duas pessoas atrás de mim levantou a mão.
     -Sim,o que foi,senhor...-Deu uma rápida olhada na ficha que carregava-Sr. Justin Mussolini?-Naquela hora me veio à mente o nome do fascista italiano Benito Mussolini.Eu sei que não se deve julgar um livro pela capa,mas se seus pais se inspiraram naquele maldito fascista para pôr o nome no garoto,eu já começava a querer me afastar desse Justin.   
     -Como assim uso exclusivo dos bolsistas?Não há um corredor principal para todas as turmas?-Questionou  Justin.
     -Não,não há um corredor principal de alunos.Aqui em Sunheart os alunos são divididos entre bolsistas,os que pagam mensalidades e aqueles que foram convidados de honra.Cada classe de alunos possui seu próprio sistema de aulas e professores.Mais alguma pergunta?-Nessa hora eu tinha uma pergunta mas fiquei receosa quanto a levantar a mão,fiquei meio tensa na verdade mas tomei coragem e levantei.
     -Sim,senhorita Magraph?-Dava para notar que Ethan gostava muito de responder questões relacionadas ao colégio.
      -Existe alguma distinção entre o ensino de uma classe e outra?-Na verdade essa era uma pergunta fundamental,se eu não a fizesse,certamente alguém a faria.Era inevitável.
      -Na verdade você ofende esta instituição,senhorita Magraph!-Fiquei realmente nervosa quando ele me disse aquilo.Na verdade eu já esperava esse tipo de reação,principalmente pelo pouco que pude conhecer da personalidade de Ethan.-A Sunheart High School jamais distinguiria o nível de ensino de uma classe para a outra.Essa foi uma pergunta muito mal fundamentada,esperava mais dos bolsistas deste ano.
      Depois disso, a fila inteira ficou calada e estavam com umas caras de quem queria me matar.Aya,que estava atrás de mim,por outro lado,colocou a mão no meu ombro sorrateiramente e ficou com um sorriso no rosto.
      -Não fique triste por isso.Com o que o sr. Ethan disse,qualquer um aqui queria fazer a mesma pergunta mas ninguém teve coragem.-Consolou ela,bem baixinho e com sua voz tímida.
      -Tudo bem,Aya.Eu não me abalo facilmente.-Disse eu dando-lhe um tapinha na mão sobre meu ombro.Aya tirou a mão do meu ombro e pude ver que ficou mais tranquila.Na verdade, demonstrou ser uma boa amiga.
      -Tudo bem,se não há mais perguntas,vamos em frente!-Disse Ethan ainda angustiado com a pergunta que eu havia feito.  
      Seguimos pelo corredor dos armários e adentramos em um grande salão principal.O salão era diferente de tudo o que eu já havia visto,me vi acima de uma plataforma e,olhando para a esquerda e direita,avistei duas torres.Olhando à minha frente,vi uma terceira torre,porém as duas torres da esquerda e direita estavam distantes de onde nós estávamos.A plataforma não era coberta,era somente uma plataforma que nos levava até a torre que estava à nossa frente,estávamos cercados por um imenso jardim que nos levava até as outras duas torres posteriores,cada uma no seu determinado lado.
     -Então,meus caros bolsistas.-Disse Ethan interrompendo meu raciocínio- Aqui é a plataforma principal da Sunheart. É terminantemente proibido a qualquer aluno passar por esta plataforma fora de seu horário de buscar o material.Estão avisados.-Ethan pareceu mais severo com as palavras nesse aviso em especial.Deu pra sentir que não devíamos nem pensar em perambular pela plataforma fora de horário.
     -Todo aquele que for pego zanzando por aqui fora de horário, será severamente punido.Estão entendidos?-Eu queria realmente saber o que significava "severamente punido" aqui em Sunheart.Como aqui tudo é diferente,queria saber o que aquilo significaria.
     -Sim,senhor.-Respondemos em uníssono.
     -Muito bem,vamos continuar!-Terminou Ethan.   
     Passamos pela plataforma e pude notar que o chão estava ilustrado com as mais famosas obras de arte de verdadeiros grandes mestres.Dentre elas, pude ver a "Mona Lisa", de da Vinci, "O grito", de Van Gogh e "A persistência da memória", de Salvador Dali.Estas foram as que pude reconhecer de olhar rapidamente,pensei em perguntar a Ethan o por que daquelas pinturas, mas apaguei essa idéia por causa da minha pergunta anterior ao mesmo.

     Ao entrarmos na torre,pude perceber o quanto ela parecia grande por fora e por dentro,era maior ainda.Uma enorme escada no formato de caracol estava logo à nossa frente.O chão e as paredes éram cuidadosamente decoradas em pisos quadriculados,como os do corredor,só que esses éram vermelhos e pretos,que eu achava que éram as cores-tema da torre dos bolsistas.Subimos as escadas e vimos que a cada andar da torre exceto o térreo,haviam diversos corredores,era incrível ver o quanto a torre parecia enorme por dentro.Quando chegamos no terceiro andar em frente a um dos corredores, Ethan parou e virou de frente para a nossa fila.
    -Bem,é aqui que deixo vocês,mas antes disso, preciso decidir só mais uma coisinha.Eu, como monitor desta classe,irei escolher agora um representante para quando eu não estiver com vocês.Esse representante terá a responsabilidade de separá-los em duplas e colocarem em seus respectivos quartos.Esta é uma missão-teste para o meu representante,podendo o mesmo ser substituído se não demonstrar competência perante meus olhos...-Ethan parou e deu uma boa olhada na nossa turma,olhando minuciosamente cada um dos calouros bolsistas.Por um lado até que foi legal eu ter me desentendido com Ethan,assim eu creio que já esteja fora de seu campo de visão para o cargo idiota de representante.-Sim,já me decidi!-Exclamou Ethan.Ele  parecia ter achado a passoa perfeita para ser representante, mas felizmente o olhar de Ethan não parara na minha direção.-Você!-Disse Ethan apontando na direção de uma menina de cabelos negros,olhos negros acinzentados,um corpo mediano que combinava perfeitamente com ela e também tinha o seu rosto com uma aparência ao mesmo tempo angelical e maléfica.Ela estava a cinco pessoas atrás de mim.
    -Dê um passoa à frente e apresente-se,por favor,senhorita.-Pediu Ethan.
    -Sim,sr.Ethan.Meu nome é Ally Jonna.Prazer em conhecer a todos vocês.-Respondeu Ally achegando-se para frente. Acho que nesse momento eu finalmente consegui encontrar um nome mais feio do que o meu.Novamente esforcei-me para não rir daquilo tudo,se eu fosse a Aya,riria ainda mais, certamente.
    -Hum...-Disse Ethan analizando-a com os olhos de baixo para cima.-Como eu pensei,minha intuição nunca falha.Você parece ser a garota perfeita para este cargo,senhorita Jonna.Agora,deixo tudo em suas mãos.Amanhã pela manhã bem cedo eu estarei aqui para executar a alvorada e levá-los até o refeitório.Comportem-se.Terminou Ethan,descendo as escadas para fora da torre.
    -Bem pessoal...-Começou Ally com seu estranho jeito.-Bom,como eu não conheço os senhores ainda,decidam-se com que querem dividir o quarto,mas lembrem-se:meninos com meninos e meninas com meninas e, claro,não será permitida a entrada de meninos no quarto de meninas e vice-versa.Eu aconselho a todos que fiquem com quem conheceram da viagem de ônibus, eu ficarei com Ami, uma amiga que conheci na viagem,os que se decidirem primeiro vão adentrando seus quartos.-Apesar do rosto e jeito estranhos, Ally parecia uma boa líder e também uma boa pessoa pelo jeito como resolveu as coisas.Fiquei impressionada.Parecia que ela nem era caloura,parecia uma representante profissional e que era muito boa em sua profissão.
     Na divisão,optei por adotar o conselho de Ally e convidei Aya para ser minha parceira de quarto,que sem mesmo pensar duas vezes, aceitou com aquele sorriso maroto no "estilo Aya".Entramos no quarto e nos espantamos com o tamanho daquele cômodo,era bem espaçoso mas era dividido em dois,cada lado tinha uma estante enorme para pôr livros e três prateleiras em cada lado,além de dois armários para colocarmos roupas.Eu deduzi que não poderíamos trazer os livros de matérias para o quarto,se não fosse assim, eu não imagino para que os armarios escolares lá no corredor serviriam.
    Sem nem pensar,deixei minhas malas de lado para arrumar no dia seguinte,dei um "boa noite" a Aya e caí no sono mais profundo e intenso da minha vida.            

sexta-feira, 22 de abril de 2011

-UnTiTlEd- capítulo 1-Alvorada- parte 1

                É realmente complicado viver em um mundo onde você nada sabe sobre muita coisa.Quando você vive em volta de omissores.Mesmo sabendo que você sabe que algo está rolando,não soltam  nem a pancada o que realmente importa.É exatamente assim que eu vivi até agora,sendo somente um observador e muito dificilmente um questionador de o porque de mamãe mudar de estado cada vez que o inverno estava prestes a chegar.É exatamente por isso que eu realmente odeio inverno e seu frio intenso e angustiante,principalmente porque sempre moramos em cidades muito frias, pequenas e normalmente sem graça nenhuma.

               Um dia antes de meu aniversário era exatamente um dia antes de começar o inverno.No dia vinte de dezembro,quando eu já havia me familiarizado com tudo da cidade, os lugares,amigos e etc.Geralmente era quando mamãe decidia que tínhamos que partir.Eu nunca podia comemorar  meu aniversário com meus amigos.Sempre comemorava sozinho pois era recém chegado na cidade e realmente não conhecia ninguém,por isso,sempre odiei as cinco mudanças que já tivemos até hoje depois da morte do papai em um acidente de carro.Segundo mamãe,o acidente foi provocado por um motorista bêbado que avançou o sinal.mamãe teve leves ferimentos mas papai,como estava ao lado do impacto,acabou não resistindo,isso aconteceu quando eu tinha doze anos.
              Quando eu estava prestes a fazer dezessete anos,no dia 20 de dezembro,um dia antes, como sempre eu estava no quarto,deitado na cama.Procurando por uma resposta que eu realmente não conseguia alcançar,éram dez horas da manhã e ouvi batidas na porta.
             -Calleb,desça um pouco,filho.Preciso falar com você!.-Chamou calmamente mamãe,como sempre fazia quando essa época chegava.
             -Já vou descer,mãe.Já estou indo!.-Respondi com uma voz desanimada que ela certamente percebeu mas como sempre ignoravam, como se nada estivesse acontecendo.
             Levantei-me da cama,pus meus all stars azul escuros e desci em direção a sala de estar.Quando cheguei,mamãe estava sentada no sofá branco,com uma chícara de café na mesinha de madeira  ao lado e uma revista local que ela assinava.
            -O que foi,mãe?-Perguntei.Jogando novamente aquela voz desapontada, com uma tola esperança de que funcionasse como nunca funcionou.Nem ao menos me sentei pois já sabia bem a resposta.
            -Filho...precisamos ir...sair dessa cidade...desse estado .-Disse ela com uma voz meio melancólica mas ao mesmo tempo firme.
            -Você poderia ao menos me dizer o porque dessa vez,mãe?-Bradei eu.Impaciente.
            -Acalme-se filho,sente-se.-Pediu ela com um pouco de angústia nos olhos,o que fez com que eu notasse que aquilo realmente não era a vontade dela.Me sentei jogando-me sobre o sofá preto que ficava logo á frente do branco,pois mamãe achou que daria um contraste na sala.
            -Pois bem...-Continuou ela.-Aconteceram alguns problemas no trabalho e...
            -Isso é o que você sempre me diz,mãe.Conte-me a verdade!-interrompi realmente ficando irritado.
            -Essa é a verdade,meu filho.Arrume as suas malas,o vôo é ás 15:00.Isso lhe dará tempo de despedir-se de seus amigos e fazer o que tem que fazer.-Depois disso ela saiu logo em seguida,sem me dar a chance de retrucar ou protestar como eu sempre fazia.
            Terminei de arrumar minhas malas ás 11:00 e almocei ás 11:30 para que pudesse ter tempo de me despedir dos poucos amigos que pude formar nesse curto período de tempo.Vesti minha camisa pólo azul escura e pus o casaco preto de couro de meu pai ,que ele me deu antes de morrer,atendendo a um pedido meu por venerar o casaco embora não cabesse em mim na época,agora servia perfeitamente.Vesti minha clássica calça jeans também escuro,peguei minha bicicleta na garagem e saí pedalando naquele frio fim de outono,passei por entre as árvores amarelo alaranjadas e as folhas pelo chão,ao mesmo tempo que o vento frio anunciava a chegada do outono,por isso as ruas estavam extremamente desertas mesmo estando em detroid,que logo deixaria de ser meu lar.Logo eu estaria deixando o Michigan mesmo.
           Comecei a dar pedaladas mais rápidas pois o frio começara a ficar intenso.A primeira casa era a de Bob,que ficava a umas três quadras da minha.Era uma casa relativamente simples,pois a mãe de Bob era uma mulher bastante pobre,por isso a casa era completamente feita de madeira com exceção das janelas que óbviamente éram de vidro.Chegando perto da casa,pude ver Bob sentado no telhado da casa,com um olhar um tanto distante.
           -Ei!Bob,pode descer aqui um instante?-chamei-o aos berros.Ele deu uma olhada para baixo e fez um sinal para que eu esperasse.Depois disso,ele entrou na janela superior da casa,pela qual tinha saído para ficar no telhado,segundo ele,um hobby nas horas vagas.Um minuto depois,vejo Bob sair pela porta da frente,com uma cara de quem estava se sentindo incomodado.
          -E aí,cara.O que você manda?-Questionou Bob,tentando disfarçar seu total incômodo pela minha presença incômoda.  
          -Bom,Bob,lembra quando eu disse no começo do ano que minha mãe no inverno muda de estado?
          -Lembro sim,cara.Você havia dito que ela do nada te falava que iria se mudar e pronto,não foi? Eu até achei que era brincadeira.-Respondeu ele,com outra pergunta ,tentando refrescar sua memória fraca.
          -Sim,isso mesmo!    
          -Putz,deve ser uma barra aguentar ter que trocar de estado,colégio,amigos e etc.
          -Você nem imagina.
          -Mas isso logo logo passa.Daqui a pouco você vai estar indo para a faculdade e não vai mais precisar morar com sua mãe,daí você estará livre.
          -É,pensando por esse lado...
          -É,mas pensando por outro...-Interrompeu-me ele dando uns risinhos sarcásticos no final da frase.
          -Como assim "pensando por outro"?que diabos você quer dizer com isso?-respondi meio alterado.
          -você sabe!-Disse ele sorrindo.
          -Não faço idéia do que você pode estar falando...fale mais claramente,sem enrolação.
          -Tudo bem.E quanto a Jenny?
          -Q...q...que Jenny??o que ela tem a ver com isso?
          -Você parece um pimentão agora,sabia?-Concluiu ele aos berros de tanto gargalhar.
          -Hum...certo,eu acho que você venceu dessa vez...-disse eu de cabeça baixa,entregando completamente o jogo.Desde que eu entrei no couldhouse high school,eu me encantei por Jenny Gail,uma colega de classe que um dia me ajudou com um trabalho de aritmética.Ela foi em minha casa e nós conversamos um pouco sobre o trabalho e sobre mim e ela de uma forma descontraída e despretenciosa.Desde esse dia eu venho guardado esse segredo a sete chaves,agora descoberto por Bob,e se ele percebeu,certamente mais pessoas devem ter a mesma opinião,o que me fez pensar por um momento se ela mesma já não havia notado.O que me desesperava completamente.
           -Você acha que ela notou o que você notou?-Perguntei sem pensar.
           -Bom,pelo pouco que conheço da Jenny,acho que ela diria ou expressaria algo se desconfiasse de alguma coisa,porém...
           -"Porém" o quê?me diz logo,Bob!-Já estava ficando impaciente com a maneira com que Bob falava tudo e nada ao mesmo tempo,deixava as frases incompletas.Logo as mais importantes.
           -Porém outra pessoa pode ter percebido assim como eu percebi.Sei lá,vai que foi uma amiga dela,pode muito bem passar pra ela,né?mas por agora acho que isso ainda não aconteceu.
           -Ufa!quase tive um infarto agora!-disse eu,ofegante como se tivesse corrido dez maratonas.
           -Mas nem sei por que você ainda se importa,uma vez que vai se mudar mesmo não faz diferença alguma.
           -É verdade,acho que é força do hábito por eu ter guardado esse segredo durante o ano inteiro.Fiquei aficcionado nisso,eu acho.
           -É,relaxa aí,cara,não tem o que temer.Quando você parte?
           -Ás 15:00 esta tarde.Isso me fez lembrar que já estou atrasado para me despedir dos outros.Tô indo nessa,Bob!-Disse eu,esticando o braço para o aperto de mão de despedida.
          -Bom,acho que é isso,Calleb,quando for "grande" venha me visitar-Brincou Bob esticando o braço de encontro com o meu.
          Logo após dizer adeus a Bob,peguei minha bicicleta e voltei a estrada, a casa mais próxima seria a casa de Ryan,ficava a quatro quarteirões de Bob.A tarde caía e parece que já estava anoitecendo de tanto frio que estava fazendo.Pus o capus de couro que esquentava bem e continuei a pedalar.Tive a sensação de estar sendo seguido,mas olhei para trás e nada via,achei melhor começar a pedalar mais rápido ainda embora fosse perigoso com um chão tão úmido.Já podia ver a casa de Ryan de onde eu estava,era grande,com quintal espaçoso.Os pais de Ryan tinham uma boa condição apesar de ele não ligar muito para isso,a última vez que falei com ele,estava montando sua banda de rock heavy metal,era o estilo dele.
         Mesmo estando perto da casa de Ryan,ainda pedalava sentindo aquela presença que parecia me fuzilar pelas costas e o frio não parava de ficar mais intenso.De repente minha bicicleta saiu do chão em um movimento como se eu tivesse passado por uma pedra grande,o tombo me jogou no chão com força e ainda me arrastou alguns centímetros,fazendo eu ralar a perna e ficar com uma dor desgraçada.Quando tentava me levantar,olhei para a frentee vi um homem com um casaco negro e calça jeans preta,pelo que vi,ele era alto,beirava 1,85 m ,tinha olhos grandes e pareciam vorazes,uma pele branca como o céu cheio de nuvens,tinha cabelos curtos negros e lisos jogados para trás,e me olhava de uma forma realmente assustadora.No momento em que pisquei,vi que ele não estava mais ali.Olheia para os lados e também não o vi,olhei para trás e a única coisa que pude sentir foi uma dor aguda e um impacto que  fez novamente eu me espatifar no chão,dessa vez com muito mais violência do que quando caí com a bicicleta,acho que ele havia me dado um tapa,mas da forma como doeu e da forma como caí para trás constatei que a força realmente não era comum.
        Levantei-me assustado e dolorido no rosto e na perna e a única coisa que pude pensar naquele momentoi foi correr,não importava se ele me alcançaria,eu só não queria estar mais ali.Corri  em direção a casa de Ryan que estava mais perto mas quando dei o quinto passo,aquela figura estranha apareceu na minha frente de uma forma realmente impressionante.
        -Quem é você?-Questionei eu,desesperadamente em uma tentativa de me me salvar.
        -me responda uma pergunta...-respondeu ele com um sorriso assustadoramente sarcástico.
        -Você costuma pedir pizza,certo?-Continuou ele.-Você costuma dizer seu nome a ela antes de comê-la?-Perguntou ele,com um sarcasmo assassino.Arregalei meus olhos diante daquela pessoa que definitivamente queria me matar e o desespero aumentou em cem por cento devido ao fato de eu não poder me desender e nem se quer fugir.
        Em um movimento rapidamente executado para as minhas costas,ele segurou os meus dois braços e os apertou com uma força sobre humana olhei para trás,sabendo que aquele seria meu fim e vi que seus dentes caninos estavam extremamente vorpas e pareciam afiadíssimos como os dentes de um lobo ou coisa parecida.Parecia com os vampiros que vi em filmes e li em livros.Seus dentes lentamente chegavam até meu pescoço.
        -Vai ser um grande prazer  alimentar-me de sangue "real".-Disse ele como úlitimas palavras que eu ouviria.       
        -Real?Do que você está falando,cara?Por que não vai caçar alguém melhor,hein?Eu sou tão magro...-Tentava me afastar dele enquanto terminava a frase.
        -Eu não me alimento de sua carne e sim do seu sangue...-Respondeu ele dando risadas.Ele se divertia com o meu desespero.
        Fiquei sem forças e minha cabeça estava tão confusa ao mesmo tempo que extremamente desesperada.Ele encostou os dentes em meu pescoço mas não chegou a perfurá-lo.Eu suava frio e meus olhos estavam arregalados quando o chão começou a se quebrar rachando-se,as árvores balançavam de tal forma que parecia o prelúdio de um tornado.Senti seus dentes desencostando de minha pele e tive tempo de ouví-lo dizer-Que sorte você tem,pequeno príncipe vermelho,a cavalaria chegou bem na hora.Curta seus últimos momentos de vida...-Depois disso,desmaiei.
         Acordei na casa de Ryan com ele e sua irmã Celline me observando.
         -Ah!que bom que você acordou,Calleb!-Gritou Celline ao me ver abrir os olhos.
         -Até que enfim,bela adormecida-Brincou Ryan.Enquanto eles falavam,eu pensava se deveria contar-lhes o que eu lembrava,mas pensei que mesmo se eu contasse ninguém acreditaria.
         Como foi que vocês me encontraram?-Perguntei tentando mudar o rumo de uma conversa que eu não queria que começasse.
         -Você estava caído de cara no chão frio e a bicicleta,jogada no chão.Achei que você estivesse sofrido um tombo feio e vi que estava um pouco ferido,então o trouxe para cá e cuidamos de você.-Explicou Ryan-O que aconteceu?-Questionou Ryan começando a conversa que tentei evitar antes.Na hora até pensei em contar tudo mas algo me dizia para mentir.
         -Exatamente o que você supôs.Caí de bike no chão escorregadio de uma forma extremamente idiota e tosca.Nossa! quando penso no tombo tenho raiva de mim mesmo...-Menti tentando parecer o mais convincente possível e felizmente as evidências estavam do meu lado,ao menos evitavam que pensassem algo diferente.
         -Nossa!parece que foi realmente um tombo feio.Pra você ter desacordado,o tombo deve ter sido bem feio.O mano disse que vocè quase não se feriu...-Celline tentava que eu explicasse melhor o que havia ocorrido.
         -Bem,eu devo ter batido a cabeça,isso explica o meu desmaio e a causa de não haver tantos ferimentos e...CARAMBA!-Levantei-me depressa.-QUE HORAS SÃO?!
         -Bom,agora são 14:30.-Respondeu Ryan.
         -Que droga! esqueci completamente da viagem.Tenho de ir para casa imediatamente.-Saí com uma velocidade incrível para alguém que estava com a perna ralada e meio zonzo e abri a porta.
         -Espera,cara! espera mais um pouco,você acabou de acordar!-Gritou Celline,preocupada.
         -Não se preocupe,estou bem.Tenho que pegar um vôo mas um dia voltarei para visitar vocês.De lá eu mando um e-mail explicando tudo.Vou nessa!-Bati a porta e senti o choque térmico da temperatura do aquecedor para o rigoroso inverno que estava chegando fora da casa de Ryan,mesmo assim,corri como louco,peguei a bicicleta e pedalei rápido mas com um pouco mais de cautela.Ainda estava perplexo e assustado com tudo que havia acontecido,minha mente relutava em crer naquele que se dizia "vampiro" e tinha realmente a aparência de alguns que vi em filmes.
          Depois de alguns minutos,já podia ver a minha casa e como imaginei,mamãe estava com as malas na porta me esperando e pela cara dela...
          -O que aconteceu,Calleb?eu estava te esperando por quarenta minutos aqui.O que houve,você está todo sujo e com a calça rasgada...-Começou ela,preocupada.
          -Bom,desculpe,mãe,eu tive alguns contratemposno caminho da casa dos meus amigos e acabei também levando um tombo.-É claro que eu não diria a verdade para mamãe,sei que ela explodiria se eu contasse algo assim.
          -Como é?-Perguntou ela arregalando os olhos e começando a checar minha perna.-Você se machucou?-Continuou ela.
          -Não foi nada,mãe,foram só arranhões,nada de mais.Não se preocupe.Agora vamos,já estamos extremamente atrasados.
          -Certo,mas veremos isso com mais calma no avião.
          -Tudo bem,mas agora só temos que ir.-Disse eu extremamente apressado.

          Mamãe e eu entramos no carro,nosso velho Corsa classic 2005 verde-selva  ,carro comprado por papai no ano de sua morte.Já estava um pouco ultrapassado para 2010,mas eu nunca deixei de adorar esse carro.
          Pegamos a estrada principal e fomos direto ao aeroporto Charlie Dean o mais rápido possível,embora mamãe estivesse atenta pela pista úmida e cheia de possas d'agua pelo trajeto.Em menos de meia hora chegamos ao aeroporto.Não estava tão cheio então compramos a passagem desesperados pelo adiantado da hora, mas tivemos sorte pois o vôo atrasara por causa de previsão de tempestade.Logo depois de termos comprado nossa passagem,veio o aviso por meio dos funcionários que o vôo atrasariaem duas horas aproximadamente,então esperamos sentados nas cadeiras do aeroporto junto com mais vinte passageiros.
         -Mãe!-Chamei-a de repente.  
         -O que foi,Calleb?
         -Com toda essa confusão,esqueci até de perguntar onde iríamos.-Percebi naquela hora que nem mesmo havia me dado conta de que não sabia para onde iríamos.-Pra onde nós vamos?-Mamãe parou por um instante.
         -Bear creek,fica no Alaska.-Revelou mamãe querendo não ter que revelar agora,pois sabia como eu ficaria.
         -Como é?No Alaska?Quando pretendia me dizer que vou passar até o ano que vem no pior estado norte americano?-Fiquei realmente irritado com a notícia repentina.Já imaginava que iríamos para um estado frio mas a última opção seria realmente o Alaska.Mamãe parecia estar pirando.

         -Se acalme,Calleb.Nós só vamos ficar lá uma temporada até eu achar um lugar melhor...
         -Qualquer lugar é melhor que o canadá,mãe!-Interrompi.Depois disso,mamãe ficou calada até o fim da viagem com cara de quem não sabia o que dizer.
         Chegamos ao aeroporto do alaska e logo tomamos um táxi para a casa nova.O caminho do aeroporto até em casa foi silencioso,nem eu nem mamãe falamos nada durante a viagem.De cara pude sentir a diferença de temperatura no alaska,pela temperatura que eu estava sentindo,devia estar -10° e eu acho que ainda estava amenizando.O frio era realmente de congelar,a impressão que dava era que eu não aguentaria nem mesmo um dia naquele "gelo".Abri minha mala e coloquei um casaco por cima do que eu vestia quando saí do táxi,eu não estava suportando nem um pouco aquele frio todo.
          Antes de entrarmos em casa,uma mulher alta e ruiva veio nos cumprimentar,ela aparentava 35 anos e era parecida com uma daquelas modelos mais velhas mas que ainda muito bonitas.
          -Oi,então vocês são nossos novos vizinhos!-Começou ela,sorrindo.
          -Sim,viemos passar uma temporada por aqui sim-Respondeu mamãe tentando parecer simpática e não transparecer sua aflição.
          -Ah!entendi,então são vocês mesmos.Eu sou Shelly Mcgravy,prazer em conhecer vocês.
          -Meu nome é Allison Obsidian e esse é meu filho Calleb,o prazer é todo nosso.Você mora aqui há muito tempo?
          -Sim,desde que nasci.Meu marido morreu há um ano e eu resolvi mudar para essa casa um pouco menor.-Nesse momento,Shelly pareceu um pouco abalada mas ainda tentando manter-se simpática.
          -Oh, sinto muito pelo seu marido.Eu entendo bem o que é isso,o meu também morreu há alguns anos,eu realmente sei como você se sente.
          -Hum...entendo.Também sinto muito por seu marido.é realmente difícil perder alguém...qualquer coisa que precisar,eu moro naquela casa  logo ao lado da sua.Qualquer coisa é só chamar.
          -Muito obrigado,realmente agradecemos muito,eu espero sua visita qualquer dia.-Convidou mamãe.
          -Sim,claro,aparecerei com certeza.Levarei minha filha Belle,ela vai ficar muito feliz em conhecer seu filho já que ela não tem amigos por aqui ,somente na escola.Você gostaria de conhecê-la,Calleb?
          -Claro,acho que vai ser bom conhecer pelo menos alguém aqui.
          -Então amanhã eu vou e vou trazê-la comigo,claro se você não se importar,Allison.
          -Imagina!claro que não,venham quando quiserem.Belle é sua única filha?
          -Bem...sim,somente a Belle.-Era realmente óbviu que a senhora Shelly não sabia esconder algo.Certamente qualquer um ficaria desconfiado do que ela disse,só pela hesitação.Fiquei realmente curioso sobre o que ela tinha dito mas resolvi não demonstrar interesse.
          -Sim,leva-a amanhã lá,por favor.-Tentei disfarçar com um sorriso.
          -Claro,amanhã eu a levarei sem falta.Ela estava mesmo reclamando que aqui não tem nenhum amigo,acho que ela vai adorar conhecer um novo amigo.Foi realmente um prazer conhecê-los.Agora eu tenho que ir.-Disse ela voltando para casa.
          -O prazer foi todo nosso!-Repetiu mamãe.
          Depois de falarmos com a senhora Shelly,entramos em casa.A casa era um pouco maior do que a nossa antiga,tinha 3 quartos,sendo 1 de hóspedes,uma cozinha extensa,1 banheiro em cada quarto,sala de estar,sala de jantar,uma varando com uma vista realmente interessante e uma garagem com espaço para dois carros.Acho que mamãe realmente desembolsou um bom dinheiro para comprar a casa.
         Cheguei em casa e fui direto para meu quarto novo,o único ponto que eu achava positivo de se mudar várias vezes, era ter um quarto novo a cada mudança.A primeira vista o quarto me pareceu bem aconchegante,havia até mesmo uma lareira pequena bem legal.Comecei a pregar logo meus pôsters de filmes  antes mesmo de arrumar as roupas no armário e como as paredes éram em um tom de cinza claro,os pôsters ficavam muito bem destacados.Esse certamente foi o melhoir quarto que já tive.Quando terminei de arrumar tudo já deviam ser umas 22 horas e eu estava um pouco cansado.Mamãe me chamou para jantar na hora certa,pois eu estava morrendo de fome e também queria fazer uma pergunta sutil a ela.
        Desci até a sala de jantar e a mesa estava posta com a comida que eu mais gostava,macarrão ao alho e almôndega de carne.Certamente uma tentativa de mamãe de tentar me agradar,mas era a primeira vez que ela fazia isso logo depois de uma mudança.
       -E aí,meu filho.O que achou?Fui aprovada?.-Começou ela.
       -É,eu estava mesmo com muita fome,mãe.Muito obrigado.-Respondi,pondo o macarrão no prato dela e depois no meu.
       -Mãe...gostaria de perguntar uma coisa para a senhora...não é nada,é só uma pergunta bem bobinha.-Resolvi ser direto.
       -Sim.Oque foi, filho?
       -Você acredita que possam existir alguma criatura anormal como um vampiro?-Depois dessa pergunta,mamãe ficou branca como uma folha de papel e até mesmo largou o garfo e faca.

     

O começo de tudo